Rock On




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PARCEIROS
Sorrisos nascem em meu rosto,
tal como flores brotam nos túmulos;
O que és belo reveste o vazio.
Anndré, (PdM) - […] .

Acredite no que seu coração te faz sentir. Veja o que teus olhos choram ao mentir. Ouça aquilo que lhe é ecoado pelo silêncio. Toque o que a carne estremesse ao amar.
Sentidos opacos, nada é em vão. A vida morre, o galho quebra, a chuva molha, mas o sol seca. Tudo tem um lugar no rumo das coisas. Erros, acertos, esperanças, desejos, fracassos e até mesmo os medos te manipulam, como um ventríloquo ensaiado, que se fantasia de alma vestida de carne e dança a musica da vida, chorando, sorrindo, não importa… o necessário pra viver é apenas não deixar de existir; Se sentir vivo é outro assunto a ser revelado, talvez quando a melodia terminar sua partitura.
Anndré, (PdM) - Talvez, viver seja o erro.

Quando eu notei que morava em mim uma saudade tão avassaladora e incondicional, percebi que amava. Amava pra valer, com todas as minhas forças; Turvei meus pensamentos para todos os lados na inútil tentativa de apagar qualquer rastro emocional por você. Achava que fosse só loucura da minha parte, só uma brincadeira levada muito a sério… Não era! Eu amava. Já estava preso aos teus encantos, afogado na tentação de desejar você, seu corpo… te queria mais do que qualquer coisa nesse mundo. Pelas minhas entranhas formigavam a vontade de você. Trêmulos calafrios percorriam minha espinha quando o vento tocava minha pele nas noites caladas, sem você pra me passar seu calor.
Te amava mais do que um coração pode suportar, mais do que o infinito pode compreender, mais até do que a eternidade pode mostrar; por mais que haja distancia entre nossos corpos, o que sinto por você vai além, rompe os horizontes, vai além dos confins do nunca para alcançar seu sorriso espantosamente lindo.
Te amava, te amo, e te amarei mesmo que o sol não nasça, que a lua não brilhe, que as estrelas se ofusquem, e que o a chuva pare de cair. Te amarei até onde a vida e a morte permitir que eu ame.
Anndré, (PdM) - Amor, até onde houver como… amar.

Pelas calçadas não são raros os restos de vida habitando um corpo. Pessoas já mortas que ainda respiram, ainda choram, que ainda podem morrer. Vejo tantos sonhos mutilados pela sarjeta, se prostituindo ao medo, à discórdia e à falta de esperança. Nada mais é real, tampouco verdadeiro. O mundo se conformou com o fracasso, e a inocência hoje é algo raro, quase um dom em se ter… e quando se tem, é frágil, delicada, facilmente corrompida pelos desejos do pecado que brotam dos ossos de quem tem sede de varar madrugadas entrelaçando-se pelo censurado e insensato ato de se amar com outro corpo amante. Vieram a mim as dádivas da vida, aprendi a gostar do que é bom, e temer o fim disso. Mas a vida surpreende, e te tira a luz quando você ganha a visão. Do paraíso só restam as ruínas […] Vira-se a página do teu livro da vida, ou queime de uma vez o livro que tu és.
Anndré, (PdM) - O lixo exala seu perfume.

Caminhos ensaiados não te levam ao destino que você precisa…
só aos que você quer.
Anndré, (PdM).

Há muito a ser dito sobre o amor
…em tão pouco tempo de eternidade.
Anndré, (PdM) - […].

Sonhar,
as vezes, é a unica coisa que sustenta nossa vontade de viver. De vencer. De chegar ao fim de tudo isso, de fazer as notas virarem melodia, letras virarem musica, palavras virarem poesia…
Sonhar é o dom de permanecer forte,
de viver,
Quando a vida não te dá uma vida.
Anndré, (PdM) - Sonhar.

Trancafiei minhas emoções e aprendi a domá-las com perfeição; Agora sou dominante, tenho controle sobre riscos banais como amar, confiar, acreditar, […] Talvez seja até um pecado dominar o que nasceu pra ser inevitável. Ou talvez eu tenha adquirido algo raro, algo que todos gostariam de poder ter, algo que imunizasse qualquer tipo de fraqueza sentimental. Algo tão próximo da perfeição […] Fui me transformando em uma anormalidade invejável. A frieza nasceu das dores; Acabei evoluindo, de caça ao predador.
Anndré, (PdMGélido coração.

Vida longa ao cinza, e às tuas linhagens. Não me correspondo com outra cor senão esta. Tão linda e imaculada. diz tanto com o seu silêncio, com o teu mistério rústico e fiel; abandonadas sejam as cores, que fazem desse mundo um cenário tão corrompido de emoções inacabadas e humores ervergonhados. Se hoje o mundo é lastimável a tal ponto, é porque existem mais sorrisos do que felicidade, mais lágrimas do que tristeza, mais luto do que morte. São mais cores do que humores, pintaram seus muros que esqueceram de colorir seus corações. Dentro do cenário da vida, tudo se reduziu à ruínas, tudo apodreceu. Por isso sou cinza, por não usar a vida como oposto da morte, e sim como caminho para ela. Por isso sou cinza… por não querer amar, por não poder amar, por não fazer do amor algo necessário para meus sorrisos tortos e raros. Vida longa, ao cinza […].
Anndré, (PdM) Que morram as cores!

“…Sabia que você fica linda quando respira?
Anndré, (PdM).

Se tu, minh’alma triste
Pudesses cantar
Em quantos tons de lágrima
Saberias chorar?
Anndré, (PdM).

Se tu não és perfeita, pequena… finges muito bem.
Anndré, (PdM).

Sua boca mente muito bem o estado de seu coração, mas teus olhos denunciam que, por dentro, você está em cacos, —o espelho caiu de um penhasco; Tal amor se mostrou doloroso, espinhoso, martirizante. Vieram as dores, as lágrimas, e o valioso aprendizado: Jamais amar no singular.
Anndré, (PdMAmar, somente à dois.

De tudo que você emitia aos meus olhos, jamais houve algo tão fantástico quanto aquela sua expressão tímida, engraçada, e tão reprimida, querendo falar o que demonstraria sua fraqueza por trás desse seu coração de pedra; Eu sei que você, se pudesse dizer, diria que me amava, explodiria sorrisos em seu rosto esculpido por anjos, e em seguida viria o abraço. Aquele abraço. Aquele que me entrelaçava de forma tão sonífera e viciante. Eu decifrava como ninguém o teu silêncio através de teus olhos famintos olhando pra mim. Você me amava, e eu sabia disso. Eu te amava, e você nunca poderia imaginar isto. Tínhamos tanto a dizer um ao outro, tantas beijos para serem falados… E mesmo assim, entre nós existiam quilômetros de silêncio engolindo nossas palavras.
Anndré, (PdM) Tanto a ser dito, amado, vivido.

Meu amor por ti é um cativeiro;
E por mais que eu almeje a liberdade, jamais me nego às tuas jaulas. Ao teu sorriso […]
Jamais permitiria a existência de quaisquer coisas que me libertassem de você.
Anndré, (PdM).