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PARCEIROS
“Quando eu notei que morava em mim uma saudade tão avassaladora e incondicional, percebi que amava. Amava pra valer, com todas as minhas forças; Turvei meus pensamentos para todos os lados na inútil tentativa de apagar qualquer rastro emocional por você. Achava que fosse só loucura da minha parte, só uma brincadeira levada muito a sério… Não era! Eu amava. Já estava preso aos teus encantos, afogado na tentação de desejar você, seu corpo… te queria mais do que qualquer coisa nesse mundo. Pelas minhas entranhas formigavam a vontade de você. Trêmulos calafrios percorriam minha espinha quando o vento tocava minha pele nas noites caladas, sem você pra me passar seu calor.
Te amava mais do que um coração pode suportar, mais do que o infinito pode compreender, mais até do que a eternidade pode mostrar; por mais que haja distancia entre nossos corpos, o que sinto por você vai além, rompe os horizontes, vai além dos confins do nunca para alcançar seu sorriso espantosamente lindo.
Te amava, te amo, e te amarei mesmo que o sol não nasça, que a lua não brilhe, que as estrelas se ofusquem, e que o a chuva pare de cair. Te amarei até onde a vida e a morte permitir que eu ame.”
— Anndré, (PdM) - Amor, até onde houver como… amar.
“Sua boca mente muito bem o estado de seu coração, mas teus olhos denunciam que, por dentro, você está em cacos, —o espelho caiu de um penhasco; Tal amor se mostrou doloroso, espinhoso, martirizante. Vieram as dores, as lágrimas, e o valioso aprendizado: Jamais amar no singular.”
“De tudo que você emitia aos meus olhos, jamais houve algo tão fantástico quanto aquela sua expressão tímida, engraçada, e tão reprimida, querendo falar o que demonstraria sua fraqueza por trás desse seu coração de pedra; Eu sei que você, se pudesse dizer, diria que me amava, explodiria sorrisos em seu rosto esculpido por anjos, e em seguida viria o abraço. Aquele abraço. Aquele que me entrelaçava de forma tão sonífera e viciante. Eu decifrava como ninguém o teu silêncio através de teus olhos famintos olhando pra mim. Você me amava, e eu sabia disso. Eu te amava, e você nunca poderia imaginar isto. Tínhamos tanto a dizer um ao outro, tantas beijos para serem falados… E mesmo assim, entre nós existiam quilômetros de silêncio engolindo nossas palavras.”
“Meu amor por ti é um cativeiro;
E por mais que eu almeje a liberdade, jamais me nego às tuas jaulas. Ao teu sorriso […]
Jamais permitiria a existência de quaisquer coisas que me libertassem de você.”
“Te amei ao ponto de perder o rumo de tudo quando te via passar; Te amava tanto, mesmo sem poder te tocar. Era um amor impossível, talvez. Sabia que mesmo com toda a sorte do mundo eu não teria minha vez. Mas não era opcional: Eu te amava. Te amava mais do que a mim mesmo. Era incondicional. espontâneo, imortal. E em todas as noites, por mais quentes que fossem, sentia frio. Sentia um frio que não era normal. Batia fundo. Doía a alma; Não era o vento soprando na janela que me contraia em calafrios, era a solidão por sua ausência. Era essa minha emergência de você. Era eu olhar pro lado e não te ver, não sentir o seu corpo estendido sobre a minha cama. Era um vazio, um aperto inexplicável. Sonhava com você mesmo estando acordado, e tinha pesados ao abrir os olhos durante o sono abraçando os travesseiros gelados. Sem seu calor. Sem você. Sem nós.”
“—Você acredita em amor a primeira vista?
—Não. Mas eu acredito que dentro de um simples olhar pode-se haver um romance tão forte como o frio em uma nevasca polar, tantos momentos vividos, lágrimas, abraços, sorrisos… Em um olhar pode-se haver uma vida toda de convivência, mesmo com alguem que você acabou de conhecer.”
“Não existem novos amores. Só existem novas pessoas; O amor não muda. O amor não morre. Ele só adormece pra se levantar mais forte, se esconde de tiroteios entre cegos assassinos, ou só cansa de fazer pontes entre pessoas ingênuas, que ao invés de correr para um abraço de encontro, preferem remar contra o vento em seus pequenos barcos furados.”
“[…] Amar-te-ei esta noite, e também amanhã. E depois, e depois; Que assim seja permanentemente, até que este meu coração quebre e não possa mais amar.”
“Sonhos escuros têm feito parte de minhas noites claras; Sinto falta daquele seu calor amenizando minha frieza, daquele seu sorriso impedindo minhas lágrimas, de sua felicidade constituindo a minha. A saudade é indiscreta, escandalosa. Tento negar as vezes, mas é incondicional não sofrer pela sua ausencia aqui, comigo, agora, {…} Tento então te imaginar ao meu lado nessas noites frias, mas o vento chega e esclarece o quão sozinho estou, o quanto sou dependente de você, do seu amor. Eu, sozinho e com frio, com saudade de alguém que se quer ouve meus gritos no agonizante silencio da noite. Tento acalmar minhas dores e meus medos, mas é tudo em vão. Dizem que a esperança é ultima que morre, mas nesse caso, ela é única que continua me matando, em vão, por me fazer acreditar que você ainda vai deitar no meu colo em uma tarde de domingo e me convencer de que vai ficar tudo bem, que vai permanecer comigo até que a morte nos separe.”
“Guarde teu amor no mais sagrado relicário. No mais nobre lugar de seu coração. No berço mais distante possível da ilusão. E não o deixe morrer de fome. Dê a ele um nome, e jamais permita ele morrer. Pois enquanto houver amor, haverá esperança. E onde há esperança, tem-se tudo para viver.”
“Se eu te apagasse do meu passado, tal como quero, eu não teria história, não teria memórias, pois todo esse tempo que chorei e sorri, fizesse dia ou noite de medos, foi só por você que eu vivi.”
“Quantas vezes chorei no escuro pra que não visse minhas lágrimas?
Quantas vezes eu vesti meu rosto com um sorriso que não era meu?
Quantas vezes reneguei minha felicidade pra poder ver a sua?
Quantas vezes deixei minhas vontades de lado para satisfazer seus infantilidades?
Quantas vezes me rebaixei aos trapos pra envaidecer o seu maldito ego?
Quantas vezes sacrifiquei os meus sonhos pra realizar os teus?
Quantas vezes me silenciei pra te poupar de meus gritos amargurados?
Quantas vezes acalmei meu ciúmes acreditando em suas notáveis mentiras?
Quantas vezes? […]
Olho para o meu passado e me enforco em arrependimento, por ter morrido tanto tempo em acreditar que o amor que eu tinha por você poderia ser a cura de seus defeitos… me enganei; Me reconstruo todos os dias, tentando viver sem olhar para trás e pisar nas armadilhas que as memórias traiçoeiramente me trazem, tento me sustentar diante das tristes nostalgias que ressurgem das cinzas, mas me mantenho. Só não quero me prender ao que não vale a pena. Cansei de projetar castelos de areia, cansei de nadar tanto e nunca ver a praia… cansei de ser idiota. Adeus! E desta vez, pra sempre.”
— Anndré (PdM), Cansei de chorar por quem não merece minhas lágrimas.